Quando não houver caminho lembra-te de mim
que por ti torno-me estrada.
Quando as lágrimas ansiarem por teus olhos
lembra-te dos meus, devotos.
Quando tuas pernas tombarem e não puderes
sustentar-te eu serei o teu apoio mesmo que
ausente.
Quando a fragilidade correr em tuas veias lembra-
te de mim, jamais desistente.
Quando a vida se mostrar severa,lembra-te dos
sorrisos que me causastes.
Quando a morte for um desejo lembra-te da vida que
te dei,dos minutos em que fostes dono de meus pen-
samentos.
Quando o mundo te sufocar eu serei teu ar e se um
dia alguém te apresentar o abismo lembra-te das
palavras de meu coração e do amor que te mostrei.
Quando não houver esperança olhe para o céu,receba
o meu beijo mandado pela brisa e sinta o meu amor
enquanto adormece.
Eu estou na lua,sou o vento frio que toca seu rosto,
sou a água que te refresca,o alimento que te fortalece
Fiz de mim estrela,para espiar os teus olhos ainda os
mais belos.
Fiz de meu coração teu alicerce e de minha mão tua
esperança.
Fiz de mim invisível pelos desejos de tua carne.
Tornei-me redenção,Tornei-me memória
Tua arma contra as dores.Teu consolo inconsciente.
Pois tu sabes que de todos os amores conhecidos
nenhum supera este que é teu.
(Lilla Araujo)










