segunda-feira, 30 de setembro de 2013

****Canção de Memórias****





Quando não houver caminho lembra-te de mim
que por ti torno-me estrada.
Quando as lágrimas ansiarem por teus olhos
lembra-te dos meus, devotos.
Quando tuas pernas tombarem e não puderes
sustentar-te eu serei o teu apoio mesmo que
ausente.

Quando a fragilidade correr em tuas veias lembra-
te de mim, jamais desistente.
Quando a vida se mostrar severa,lembra-te dos
sorrisos que me causastes.
Quando a morte for um desejo lembra-te da vida que
te dei,dos minutos em que fostes dono de meus pen-
samentos.

Quando o mundo te sufocar eu serei teu ar e se um
dia alguém te apresentar o abismo lembra-te das 
palavras de meu coração e do amor que te mostrei.
Quando não houver esperança olhe para o céu,receba
o  meu beijo mandado pela brisa e sinta o meu amor
enquanto adormece.

Eu estou na lua,sou o vento frio que toca seu rosto,
sou a água que te refresca,o alimento que te fortalece
Fiz de mim estrela,para espiar os teus olhos ainda os 
mais belos.
Fiz de meu coração teu alicerce e de minha mão tua
esperança.

Fiz de mim invisível pelos desejos de tua carne.
Tornei-me redenção,Tornei-me memória
Tua arma contra as dores.Teu consolo inconsciente.
Pois tu sabes que de todos os amores conhecidos 
nenhum supera este que é teu.
(Lilla Araujo)

****Reflexos de um Adeus****




A sombria canção da noite foi cantada.
A solidão me espreita preparando suas
armadilhas enquanto meus olhos estão
fechados.
Deixarei meu reflexo dominar meu corpo
enquanto descanço desta hipocrisia.
Escorrendo de minhas veias toda força
desconhecida desde minhas pálpebras
a planta de meus pés.

Sou soldado de um destino desconhecido;
Dona de um coração de vidro temente da 
própria sina,frágil diante do intocável.
Meus erros acompanham o adormecer,em
meu peito motivos para ser fugitiva.
Teimosa aurora que insiste por despertar-me,
persistente,como se houvesse um salvador
para os cacos que habitam em mim.

Quando o partir de sua luz,levar-me mais uma
vez ao desafiar da escuridão  ainda terei meus
lençóis,estes que não hão de ferir-me ao juntar
meus cacos e no final hei de estar sã quando
toda sanidade se for por amores corrompidos,e
então quando meus chinelos se arrastarem no
chão ainda terei eu mesma.
(Lilla Araujo)

****Menino dos Olhos****




Amaldiçoada por teus olhos,filhos do que é belo.
Condenastes aquela que mais o amou.
Oh! Senhor volúvel, dono de minha agonia, o que
hei de fazer se minha pele não te agrada mais?

Regresso ao teu encontro como se pudestes
salvar-me,mas tu veneras o que possui e a mim,
restam-me as traças a que fui lançada.
O que há em ti Senhor? Cujo o umidecer de minha
face não te importa mais?

Não conheces minha dor,esta que outrora temida
encontrou morada em mim.
De teu agrado apenas Ela.
Tu não mereces minha face debruçada ou minha
culpa escarnecida,é dono de minhas feridas abertas,
Por teu amor de mim privado,Por minha dor não sucumbida.
(Lilla Araujo)


****Garranchos****




Na solidão um pensamento.
Em minha cabeça lembranças não construidas
donas de meus garranchos esperançosos.
Minha distância possui sorrisos que o medo teme
roubá-los.

Não há repúdios ou força mais desconhecida pois
é em teu ouvido que quero lançar meus sussurros.
Meus anseios dominam minha alma,embora meu
caminhar seja cansado.

Venha,e tire toda incerteza.
Farei de minhas mãos teu repouso e tu não desejarás
a própria partida,pois encotrarás em mim o abrigo e
então talvez,só talvez,eu encontre motivos para começar.
(Lilla Araujo)

****Algemas****





Você me prende em gaiolas que só você vê beleza.
Não sou um bibelô,mas também posso quebrar e
quebro, diante de cada palavra que me diz.
Seus presentes me doem a alma e me fazem sangrar.
Custam caro demais,Custam toda minha dignidade
Não me ire com seus traumas,eu não tenho culpa deles.

Por que me odiar tanto se tudo o que quero é
ser uma página?
Você me bane para a solidão.
Agradeço, com o levantar de minha sobrancelha
debaixo de seu questionamento.
Nunca serei o que você quer.

Se o diabo usa minha alma alma decepicionado
estará  por Deus em meus lábios.
Você sacrifica seus elogios.
Quanto a mim?Jamais irei prestar.
Meu maior pecado foi de um ventre ter saido.
Ouça meu sangue jorrar,só assim será feliz.
(Lilla Araujo)

****À Sua Espera****




Eu queria poder fazer escolhas que
o trouxessem para mim,
Fazer seus olhos brilharem só por estar
olhando meu rosto,
Tocar sua mão e enfim sentir que existe,
Que suas palavras poderam enfrentar quilômetros
até manter-me nesta ânsia de te ter aqui.


Enquanto permanecermos quietos o tempo nos deixará
em paz, como se tudo o que me restasse fosse esperar.
Existe um sentimendo no ar, aquele que explicaçôes 
são excluidas o tempo apodera-se.
Eu poderia escolher milhares,mas é você que me mantém
acordada,


E então eu espero por sua chegada como uma viúva
de guerra presa em seus sonhos sem sentido.
Talvez eu deva fechar meus olhos e deixar que isso
se deixe levar,mas é quando ouço uma canção que
sei o quanto quero você.
Talvez eu devesse manter a distância que nos prende
com seus grilhões,mas eu continuo esperando
pelo momento, em que você será só meu.
(Lilla Araujo)

domingo, 29 de setembro de 2013

***Quebrado****





Meu coração está em pedaços e
eu não consigo entender porque 
você preferiu me deixar na solidão
do que me envolver em teus braços.

Agora a noite está lá fora e me 
pergunto: Porquê deixei meu coração
se abrir enquanto eu sabia que você
estava em pedaços?

O meu silêncio está sem palavras
pois há um vazio que ninguém pode 
apagar.

Embora o amanhecer esteja perto,
anseio pelos teus braços envolto ao
meu corpo como seu eu fosse capaz
de amar de novo ou de simplismente
morrer alí.
(Lilla Araujo)

****Lençois****





Eu conheci o seu amor e o seu 
desamor,
Eles de desfizeram em minhas mãos
como as pétalas de uma rosa desgastada
pelo tempo.
Eu conheci seu toque e o doce som da
sua voz levando-me para o abismo.

Te espero,ignorando minha própria
 sanidade e então basta um sinal e eu 
estarei aí envolvida em tuas mentiras e 
ilusões,embriagada diante de tua face
gélida,em teus lençois de papel.
(Lilla Araujo)

****Anjos Adormecidos****




Mãos calejadas.
O último suspiro foi dado.
As esperanças se foram enquanto
a noite partia.
Deitado sobre espinhos de algodão,
um coração sangra antes de adormecer.

Exilado de seu próprio destino.
Não existem mais razões para se forte,
Não há lugar para voltar,
Não haverá outra chance.
Anjos adormecidos.

Pesadelo,entregastes a minha vida teu nome.
Partistes,tal qual o vento,quando ansiei
por tua permanência  e hoje existe um
vazio em mim que não pode ser dedilhado
ou escrito nos versos mais obscuros de
minha alma.

Existe uma saudade que me faz olhar
as estrelas e só lembrar de um olhar.
Em silêncio,uma prece,mas eis que os anjos
permanecem adormecidos e não podem
ouvir o que dizem minha lágrimas em meio
ao sussurrar de meus lábios.

Então permaneço,pois este vazio é como
rocha e meu amor como ouro valioso e 
inquebrável, e só seu.
(Lilla Araujo)

****Epitáfio****







Fazer-me de ilusões para encontrar-te
em sonhos.
Flutuar entre brumas por teu toque.
Eis que tua pequena de versos miudos
faz-se grande para suportar a saudade.

Tuas palavras passageiras deixaram-me
marcas e diante do desespero,minha carne
não é válida e busco pelo alívio,ao encontrar
-te em meus delírios quando falar não basta.

Abraçarte ei com meu corpo adormecido e 
minha pele pálida.
Minhas veias estremecem procurando o
despertar,mas deixarei meu corpo guardado
caso eu queira voltar, embora não hajam motivos

Quero fazer-me tua,mesmo que a mim não 
pertenças pois,é pela luz dos teus olhos que ouso
ficar.
É como desejar a morte,não pelo simples morrer,
mas por velar teus sonhos,esperando pelo abrir de
teus olhos mesmo eu continuando invisível e assim
terei paz.

Lábios adormecidos,pelas lembranças de teus beijos.
Corpo limitado que não pode levar-me a ti.
Sanidade distorcida e questionável,quando a dor é
o próprio viver e adormecer torna-se o lugar onde voltas
a ser meu.
(Lilla Araujo)

****Despedida****









Este é o fim da jornada.

Ele se foi,rasgando meu botões e arrancando
minha alma.
Ele se foi sem me dizer nada.

De minhas lágrimas areias se revelam,
De minha dor, a força de minha humanidade,
Ele se foi sem querer,sem saber,sem se
importar e talvez agora,só agora,eu deva
desfalecer.

Se a morte me convén,como hei de negar?
Onde estão teus olhos?
A vida,como um labirinto se desfaz diante
de mim.
Onde estão teus olhos?
(Lilla Araujo)