Por quantas vezes escreverei cartas
buscando algum sentido para tudo isso?
Por quanto tempo serei tôla?
Fazendo-me acreditar que ainda existe
solução para um coração calejado.
Você deixou seu rastro,mas eu tive que
continuar andando;
Estava escuro e mesmo assim caminhei.
Possuias o que por fim renegastes.
Trilhei meus caminhos por mim mesma.
Bebi de minhas próprias lágrimas.
Dos presentes recebidos, toda dor
outrora sentida deu a mim tuas marcas.
Falo de coisas vazias pois ao vazio sou
pertencente.
Aprendi a ser forte, mesmo com tantos
erros.
Encarei minha culpa e fiz de mim digna.
Enfeitei meu sorriso e fiz dele minha arma,
Fiz de sua causa o motivo de minha existência.
De mim fiz espada,batida pelas mãos do
ferreiro,mas valente diante da luta.
Como um cavalo selvagem me apresentei.
Tropecei em obstáculos,
Aprendi a me levantar com toda majestade.
E por fim, coroei a mim mesma.
(Lilla Araujo)
