Se eu pudesse esquecer, esqueceria.
Apagaria cada traço do seu rosto perfeito,
Pelo anseio do desviar de nossos olhares
mesmo diante um do outro, sem que meu
peito demoronasse.
Você me vem como doença e fico enferma.
Se eu podesse esqueceria cada gesto seu,
renunciaria seu amor pelo tempo que me
amastes.
Peferiaria a demência a ter que te amar
por mais um dia.
Me entregaria a morte pela paz de esquecer.
Renasceria nos braços daquele que me ama
retribuindo cada caricia de todas as manhãs.
Se eu pudesse rasgaria tua face de minha mente
deixaria sem buscar refúgio a excelência do
fim me dominar.
Se eu pudesse não teria passado fugiria de cada
resquicio que me lembra do teu existir.
Se eu pudesse não sentir, não sentiria,
Mataria cada palpitar dolorido que assombra
meu coração.
Se eu pudesse te apagar, apagaria,sem que
nenhuma marca restasse, e por esquecer-te
livre seria, e só pelo simples deixar-te
voltaria a vida
(Lilla Araujo)
Meu corpo se veste,Vestes novas deslizam
pelo meu corpo,Mas as cicatrizes?
Estas ainda estão lá dominando meu
comportamento,falando-me de medos.
Meu coração não é o mesmo,já não sabe
amar sem temer.
Os danos de minha dor,Causaram traumas.
Meu coração nunca mais será o mesmo,
perdeu sua mocidade,em mãos negligentes.
Está mais frio que desertos gelados.
meu coração guia-me para a solidão,
Minha zona de conforto.
Enquanto meu corpo entrega-se nas mãos
bondosas do rei,
E em suas mãos está a chave que o fará
Abrir,mas eu sei que ele já não é o mesmo.
Conheci a crueldade por ser incompreendida,
Mas tua redenção não está em meus sorrisos.
Me fizestes mal como ninguém mais fez,
E por mais pronfundo que seja meu Adeus
As marcas estão lá para relembrar-me.
Não há em mim anseio por novo martírio,
Não há em mim coração novo,
Só o velho coração,conhecedor de amores tristes
(Lilla Araujo)
Eu te amo,enquanto o inebriar do
alvorecer espreita meus passos.
Eu te amo,com toda insensatez
dos amantes solitários,
Com toda vontade pútrida e
melancólica de minhas lembranças.
Eu te amo,com toda soberania das
areias de uma ampulheta.
Com o vislumbrar de uma adaga
penetrante.
Eu te amo,com a dor de mil mães
desfalecidas.
Eu te amo, com os vícios e vaidades
humanas.
Eu te amo,pelos desejos que a mim
condenastes,com os grilhões de
embreaguês que teus lábios impuseram.
Eu te amo,com toda indulgência de
minha vida.
Eu te amo,por tua beleza élfica,
Por teus olhos límpidos e cruéis.
Eu te amo,com toda ousadia das
amantes de tiranos.
Eu te amo,pelo que me destes.
Eu te amo,em suplício,no deserto de
minha alma,
Nas frases belas de uma canção.
Eu te amo por teus beijos e devaneios.
Eu te amo por conhecer a desventura de
meus passos afastando teus encalços.
mas contigo deixei aquele que palpita,
Que mendiga por tua euforia em me amar
por mais esta vida,além do que o próprio amor
é capaz de conceber.
(Lilla Araujo)
Depois que você se foi algo morreu
dentro de mim.
Depois que você se foi me deparei
com meu reflexo,com minhas lágrimas
mais doloridas.
Quis desistir.
Depois que você se foi,fiz de meus olhos
e ouvidos livres de romances.
Pedi a Deus pela misericórdia dos amantes.
Depois que você se foi,passei a carregar a
culpa de minhas falhas.
Percebi que existe uma dor em mim
mais forte que todas já sentidas.
Depois que você se foi,já não tenho
alternativas,sobrevivo a mim mesma,
Levo em minhas mãos a melancolia por
jamais sentir tua pele.
Depois que você se foi,vi o quão pequena
eu fui,por não conseguir te fazer ficar.
Depois que você se foi,fui capaz de ver que
o fiz partir em cada vez que não te amei,nos
segundos que te magoei,
Por não saber que o teu Adeus me faria
desfalecer.
(Lilla Araujo)
Por quantas vezes tentei silenciar meu
corpo em busca de paz?
Por quantos motivos quis calar meu peito,
ignorando minhas frustrações?
Em quantos versos desabafei em busca de
socorro?
Ninguém me amparou ou me fez caminhar.
E eu caminho,ferida,esboçando sorrisos,
quando sei que o vazio me espera em casa.
Por quantas vezes pedi que ficasse,que me
escolhesse com teus olhos de cristal?
Por quantos dias te amei sozinha?
Por quanto amor fui reclusa?
Me esculpistes com tuas mãos cheias de
mentiras e hoje sou feita de desilusão.
As lâminas que regem o amor deixaram
cicatrizes;Marcas de uma dor que não
desvanece.
Em meu peito está o que é morto,liberto
das paixões a que fora condenado.
Guardiã de seu túmulo sigo devastada
por saber que em mim,jaz todo o amor.
(Lilla Araujol])
A mais bela melodia foi cantada quando
nossos olhos se encontraram pela
primeira vez.
E os tempos se consumiram e melodia
mais perfeita jamais foi ouvida.
Teus olhos me falaram de coisas feitas
de amor.
Tua pele de anjo revelou-me o paraíso,mas
tua luz de foi e conheci a escuridão imposta
pela solidão.
O tempo fez seu julgamento e nos privou
um do outro então,ao fim de minha jornada e
o desgastar de minhas sandálias te encontrei.
Entregue-me a perfeição!
Deixe-me pertencer-te com toda imensidão
de meus sentimentos.
De mim terás apenas o que é belo.
Deixe-me te dar colo quando suas pernas
cansatem,
Aquecer teu corpo enquanto tudo é frio.
Deixe que te fale bobagens só para te
causar sorrisos,
Me perder em sua pele de anjo,
Te apresentar a magnetude de meu amor.
Deixe-me amar-te apenas.
(Lilla Araujo)
Por quantas vezes escreverei cartas
buscando algum sentido para tudo isso?
Por quanto tempo serei tôla?
Fazendo-me acreditar que ainda existe
solução para um coração calejado.
Você deixou seu rastro,mas eu tive que
continuar andando;
Estava escuro e mesmo assim caminhei.
Possuias o que por fim renegastes.
Trilhei meus caminhos por mim mesma.
Bebi de minhas próprias lágrimas.
Dos presentes recebidos, toda dor
outrora sentida deu a mim tuas marcas.
Falo de coisas vazias pois ao vazio sou
pertencente.
Aprendi a ser forte, mesmo com tantos
erros.
Encarei minha culpa e fiz de mim digna.
Enfeitei meu sorriso e fiz dele minha arma,
Fiz de sua causa o motivo de minha existência.
De mim fiz espada,batida pelas mãos do
ferreiro,mas valente diante da luta.
Como um cavalo selvagem me apresentei.
Tropecei em obstáculos,
Aprendi a me levantar com toda majestade.
E por fim, coroei a mim mesma.
(Lilla Araujo)
Este é o fim de minha jornada,
O começo de meu Adeus.
Teu poder sobre mim se desfaz
a cada novo querer.
Você desfalece entre meus dedos
como água.
Corro de você em direção a luz.
você me feriu por muitas manhãs,
me deixou para trás.
Você me feriu de morte.
Eu conheci o inferno e resgatei a
mim mesma.
Eu te amei quando ninguem mais
pôde.
Hoje,o teu partir é meu maior querer.
Eu me privei da luz em meu exílio
enquanto sorrias de minha desgraça.
Já não cabe em mim amá-lo, mais que
minha existência.
Suas mãos, me controlaram o quanto
puderam,mas estou cortando as cordas
que fizeram de mim um objeto.
Estou cortando toda a insanidade que o
amor impõe,
Abri as janelas afinal,e percebi que
não deixará de amanhecer só por
esperar-te,
Então,entreguei-me ao tempo e toda
sua crueldade e por mim, apenas,
digo-te Adeus!
(Lilla Araujo)
Ouço as vozes que superam o silêncio.
Sinto a fadiga me acompanhar.
Alisam meus cabelos com suas mãos
cálidas crentes de minha ingenuidade.
Me desejam mal em silêncio,certos de
meu fracasso iminente.
Sou espirito vagante,nenhum lugar me
possui.
O mundo me rejeita.
Nenhum seio me anseia.
Sou a vereda da escuridão,refugiada em
delírios.
Bato em portas rejeitosas.
Renegada apenas.
Ferem-me como navalha com suas palavras
espinhosas e de mim nenhum, gemido
devo esboçar.
Ilusões,que privam-me da dor do abandono.
Para pisotear-me basta que me curve.
Arrogância de meus carrascos que me
estendem as mãos,mas não fecham suas bocas.
Como fungo em minhas entranhas,suas linguas
tendem a matar-me.
Devo venerar as migalhas a mim impostas?
Amar o que não se aproxima de meu querer?
Teu teto sobre meu crânio não te faz superior,
nem o torna um lar,nem pertencê-lo torna-me
indigna e no fim não existe coração bom,não
exitarão em machucá-lo um dia.
Estou ferida de guerra,meu coração,tornou-se
um desconhecido.
Minhas mãos privam-me de caricias.
Desconhecedora de teus motivos,
Do teu querer por ferir-me.
Se o meu partir for necessário,por tantos serei
derrotada.
Por tantos sou oprimida.
Por tudo,so solitária.
(Lilla Araujo)
Em minhas mãos vestes rasgadas,
pedaços em mim.
São as lembranças causadoras de
minha insônia.
Deito-me! Meus lençóis gélidos por
tua ausência,
Penso em você,na perfeição encontrada
em teu rosto.
Como queria sequer lembrar-me de tua
existência,mas pior que todas as coisas
é saber que teu nome ainda me causa
calafrios.
Quão sórdido é o tempo que não te
apaga de mim?
Memórias de uma passado que não se
desfazem,
Que me mantêm presa a teus braços
cheios de repúdios.
Em meu peito mora uma dor insaciável
de vontades e desejos próprios.
Em meu silêncio,uma agonia escrita em
versos decadentes,
Em mim, a redenção por amar-te em flagelo.
Meus pés,ansiosos,seguem os trilhos,
enquanto em mim vive o pulsar de outrora.
Pois não posso falar de amor sem lembrar
do amor que tive de olhos feitos d'água de
lábios feitos de pecado e pele feita de paixão.
(Lilla Araujo)
Amada pela solidão,vivo de versos,
desconexos.
Minha pele, pálida e desnuda livre de
qualquer espectador.
Anciã deste caminho cujo costume
longe está de ser alcançado.
Solidão,rainha sem lei,envolta de teus
braços permaneço,prisioneira em tuas
masmorras, estão os senhores de toda
insanidade.
Acompanhas meus passos como se em
ti houvesse abrigo ou água para saciar-me
Fiz promessas livres de crenças das quais
não cumpri.
Minha prisão és tu solidão,por meu crime
de amor.
Naveguei em águas turvas na utopia de
minha alma,
Agarrei a mão de meu Senhor pedindo
por misericórdia.
Me deixaram em teus braços,me acolhestes
como Senhora e agora temente de minha
ausência me manténs como filha.
Me fizestes descrente e tua ausência
não devo mencionar,
Dominastes minhas noites, com tuas
mãos de ferro e teu silencioso bradar.
Pesarosa mãe, de olhos vacilantes, em
tuas mãos a impotência do tempo,
Por tua vontade serás minha tutora,
mas está no tempo as chaves de minha
liberdade.
Hoje solidão,fazes minha cama na
espera de meu adormecer,
Mas há de chegar o tempo provido de
meu amor e em teus olhos tristes só
veras o reflexo de meu adeus eterno,
(Lilla Araujo)
Quando eu te perdi,perdi a mim mesma
e de repente meus olhos aprenderam a
chorar.
Aprendi adormecer afogada em meus
prantos.
Você se foi e eu me entreguei ao vazio
infinito.
Quando eu te perdi,perdi o som da tua
voz,perdi o toque da tua pele,perdi a
chance de ser amada.
Hoje,choro mais sentido não há,nem
amor mais persistente.
Quando eu te perdi,perdi o rumo,me
embriaguei de saudade,quis abraçar a
morte em busca de consolo.
Quando eu te perdi, vi o quanto sou falha.
Quando eu te perdi encontrei motivos para
sofrer.
Quando eu te perdi,perdi meus sorrisos
mais sinceros e meus olhares mais
apaixonados.
Quando eu te perdi,perdi a fé no anjo
que via em teus olhos.
Quando eu te perdi,perdi a força de
minhas pernas.
Quando eu te perdi,perdi tudo punida,
por meu crime de amar demais.
(Lilla Araujo)
Senhor de meus olhos,por quem
foi dada a ordem de fugir de meus
caminhos?
Por que tuas veredas afastam nossas
carnes?
Acaso meus votos fingidos bateram
em tua porta e fizeram de mim
desonrosa?
Conheces então meu anseio do
passado,
Pelas fontes de águas límpidas
pertencentes aos olhos mais amados.
Que hora é essa que não cessa.
Tempo de relógios insanos,que teimam
por nossa ingnorância.
Procuro meu salvador consciente de
minha relutância,
Sábia dos segredos de meu coração,
Seguidora de mim mesma.
Solitária por si só.
Carência traiçoeira que faz-me ansiar
por esquecê-lo.
Como se houvessem senhores de
olhos tão perfeitos esperando pela
vez que hei de substituir-te.
Como se o impossível anulasse a si
mesmo pela ânsia de deixar-te.
(Lilla Araujo)
Então era manhã e você tinha partido
e eu estava estraçalhada.
Os dias me consumiam e de repente
a dor era tudo o que eu tinha.
Eu faria tudo para ter o seu amor
novamente.
Então,uma força mais forte que o amor
e mais feroz que a saudade te levou para
longe e cada momento me assombra todos
os dias.
Vivo pela fé e só.
Você sabe o que é caminhar quando se está
morto?
Todo o silêncio te condenando?
Toda essa força incontrolável me faz desfalecer.
Estou no depois do fim,vivendo tudo o que temi
me agarrando ao esperar.
(Lilla Araujo)
Eu sou feita de dor,
De sonhos compadecidos.
Sou feita de saudades e
arrependimentos.
Nova e anciã.
Por mim feita estátua de
coração de petrificado.
A dor me tem,mas é por
mim silenciada.
Sou feita de muralhas cuja
torre é meu abrigo.
Os principes perderam sua
valia.
Nem os sapos quero mais.
Meu coração está morto,em
mim,uma lápide.
E você;é só uma lembrança
que aprendi evitar.
(Lilla Araujo)
Minha esperanças estão em chamas,
ouço o orvalho cair e toda a minha
crença é que isto terá um fim.
Perdida na escuridão,estou de olhos
abertos e você não está aqui.
Posso sentir sua ausência me roubando
sorrisos.
Meu coração está gelado,
Minha palavras são como folhas secas
desgastadas pelo tempo.
Eu te dei meu coração e ainda estou
sangrando.
Perdida em tudo o que não quero mais
pertencer;Mas a escuridão está aqui
me ouvindo gritar seu nome.
Meus sonhos se dissolveram.
Não há mais volta ou motivos para crer.
Estou perdida na escuridão e tudo o que
quero é poder segurar a sua mão uma,
última,vez.
(Lilla Araujo)
Em minha mente pensamentos que
não posso conter.
Todo esse silêncio me fazendo sucumbir,
E tudo o que possuo é a herança de
quando tudo era infinito e te perder era
impossível.
A amargura fez meu coração silenciar.
Vivo de suadade.
O seu sorriso partiu e me deixou em
prantos.
Eu rastejo entre os becos e vielas que
a vida me impôs,punida por te deixar
partir,
E essa chama dentro de mim incapaz
de derreter os grilhões que me unem a
você.
O amor escolheu a mim e a ausência
amaldiçoou-me com este para sempre
isenta de teus beijos.
Sou viuva de amor vivo.
Prisioneira da amargura.
Sou feita de pó.
Feita de você.
Por amar você.
(Lilla Araujo)
Ainda posso ouvir sua voz como se
estivesse aqui e as vezes a única coisa que quero
é fechar meus olhos e voltar até você,onde não
me disse adeus.
Todos os dias é como a última esperança,a crença
de que tudo não passou de um engano de Deus.
É como se eu pedisse para as borboletas te
levarem o meu amor.
O amor é como uma sentença que tenho que lidar
todos os dias.
O desespero toma conta de minhas veias e lembro-
me que tenho uma dor maior que esta para chorar.
Você ainda me inspira como um dia enchuvarado
e mesmo quando o sol aparecer sei que estarei
aqui por você.
(Lilla Araujo)
Permanecer em silêncio como se estivesse
pecando,
Nem tudo depende de você.
Por que me deixa doente querendo calar
meus sonhos?
Transformando-os em esperança que tem
que vim de você?
Estou tão cansada e você já entendeu que
existem algemas que não permitem que eu vá.
Esse sonho é o mais difícil.
Por que tem que depender de você?
Sou humana,tão humana quanto qualquer outra.
Vou morrer,matar meu coração;
Só assim enterrarei meus sonhos inúteis e aquele
que me apaga de você.
Estamos andando em lados opostos.
Silênciio:Quero ser sua dama ou sua filha.
Aprender com você,com todo esse mistério que
tanto anseiam de mim,como se minhas palavras
fossem as mais insignificantes.
Por Favor Ouça-me! Embora meus sonhos sejam
impossíveis demais para se realizarem.